Afinal, designer precisa saber desenhar? Descubra aqui!

designer precisa saber desenhar?

É muito comum que as pessoas associem o design diretamente a habilidades inatas, como o desenho. No entanto, será mesmo que designer precisa saber desenhar? A resposta é mais simples do que parece, embora dê margem a algumas dúvidas. Como assim?

Infelizmente, a nossa sociedade ainda não domina por completo todos os meandros das variadas vertentes do design e frequentemente as relaciona ao desenho, à arte e correlatos. No entanto, o termo está muito mais próximo da noção de “projeto”, podendo variar de acordo com o país, o que estende seu significado a muitas atividades diferentes.

Nos Estados Unidos encontramos pelo menos 3 variações da palavra: design indicando finalidade (desígnio), design com o sentido de projeto e, simplesmente, como desenho. Daí a confusão inventada por alguém que resolveu resumir as coisas.

Mas, dentro desse contexto, podemos dizer com segurança que não é necessário ser um exímio desenhista para exercer a função de designer. Ufa! Então, por que tanta discussão em torno disso, afinal? Acompanhe o post e entenda.

Não precisa desenhar à mão, é possível usar outras ferramentas

As especulações sobre precisar ou não saber desenhar ainda tiram o sono de alguns candidatos a essa profissão tão descolada e cada dia mais presente no cotidiano de todo mundo. Em outros tempos, bem menos tecnológicos, os designers realmente recorriam à boa e velha prancheta para começar e finalizar seus projetos gráficos.

Imagine a trabalheira para realizar todo um projeto de tipografia totalmente feito à mão! E os projetos editoriais de revistas e livros? Sem falar em todas as peças gráficas tão facilmente elaboradas em softwares nos dias de hoje. Antes, tudo era feito manualmente e exigia uma expertise considerável de desenhistas talentosos.

Hoje em dia, é possível começar um projeto diretamente em softwares de edição de imagens, vetorização e modelagem 3D. Quando o lápis e o papel ocupam muito espaço ou não conseguem atender a todas as demandas, um computador resolve o problema tranquilamente.

Você pode criar trabalhos incríveis importando uma foto para o Adobe Illustrator. A partir disso, é possível manusear a imagem adicionando camadas com os inúmeros recursos do software e dando forma a algo totalmente novo, saído diretamente da sua imaginação, sem um único traço no papel. Basta dominar os programas e aplicativos para computadores.

Mas, se você ainda quiser melhorar ou desenvolver as habilidades de desenho, a tecnologia também ajuda — e muito. O mercado dispõe de diversos programas para desenho com a finalidade de ajudar nessa tarefa e torná-lo um ilustrador mais hábil. Há também a alternativa de usar um tablet conectado ao computador e integrado ao Illustrator ou Photoshop. Assim, você desenha livremente e pula algumas etapas.

Além disso, alguns segmentos da área de design realmente dispensam a necessidade de desenhar, até mesmo em softwares, como o design editorial. Nesse ramo, o trabalho é predominantemente de diagramação ou planejamento visual.

Não é uma exigência, mas pode ser um diferencial

No mundo tecnológico da era digital, tudo é relativo. O desenho tem sua importância e isso é indiscutível, mas não é algo rigorosamente obrigatório em design e, sim, um diferencial que pode ser relevante em algumas atividades.

O desenho não é fundamental, mas tem potencial para funcionar como algo distintivo. Saber desenhar abre muitos leques com variadas oportunidades, além de contribuir com uma percepção mais aguçada das formas e suas nuances.

Se você pretende trabalhar como ilustrador, criação de personagens de games e afins, modelagem 3D ou cartoons, certamente não dá para desconsiderar o conhecimento necessário em desenho que, nesses casos, é bem aprofundado.

Contudo, ainda há terreno para se discutir o que significa saber desenhar. O conceito pode ser expandido, já que nem todo apreciador de ilustrações e artes visuais prefere desenhos realistas com acabamentos impecáveis sem um traço fora do lugar. Existem “estilos e estilos” e todos têm o seu quinhão para os mais variados gostos e preferências nesse vasto mercado.

Nesse sentido, não é necessário ser um Leonardo da Vinci. Basta ser você mesmo e desenvolver o que, talvez, seja o mais importante: uma ideia ou mensagem por trás de simples rabiscos ou sketches. Muitos trabalhos de ilustradores são notórios pelo conteúdo e não necessariamente pela forma, o que reforça a opinião de que a identidade de cada um é mais relevante que o traço harmonioso.

É válido explorar outras habilidades como alternativas

Ok, você não sabe desenhar, não tem paciência para aprender, mas gosta de área de design. Não há problema algum, pois outras capacidades são muito bem-vindas no universo multifocal do design. Use a sua melhor ferramenta.

Comunicação

A comunicação é um exemplo bastante recorrente, principalmente na publicidade e propaganda — sempre atrelada ao design gráfico. Se essa é uma especialidade sua, o mercado está cheio de oportunidades. A habilidade de se comunicar com o público de forma efetiva não é para qualquer um. Se a intenção é dar sentido às coisas, é bom deixar claro que esse segmento do design tem forte ligação com a comunicação.

Ao se conectar emocionalmente a uma mensagem, o design tem o escopo para estimular uma ação do receptor, por isso, o fator comunicação é muito importante. Na atribuição de significado a uma marca, por exemplo, o trabalho do designer é articular uma ideia, expor a essência do conceito e isso está além do desenho em si. A forma apenas complementa o sentido do conteúdo.

Conceitos técnicos básicos de design

O design é uma profissão com muitas facetas e isso é maravilhoso, já que proporciona espaço para os mais diversificados talentos. O domínio dos conhecimentos básicos do design como um todo também pode garantir uma boa performance na carreira.

Saber com profundidade conceitos de teoria da cor, tipografia, composição, diagramação, marketing e outros assuntos complementares são conteúdos que um profissional pode aprender e desenvolver com excelência na aplicação do processo criativo sem precisar dominar a prática do desenho. Nesse caso, é possível se tornar um bom diretor de criação dentro de uma empresa.

Domínio em campo técnico

Para aqueles que não sabem desenhar e não se comunicam com facilidade, as especialidades mais técnicas da área de design, como UI (interface do usuário) e UX (experiência do usuário), são nichos muito promissores, cada dia mais valorizados e essenciais para a interação no meio digital.

Agora, ainda acha que um designer precisa saber desenhar? Isso já deixou de ser um problema e não há mais motivos para esse tipo de questionamento no mundo atual. Apesar de tal habilidade assegurar algumas facilidades para um profissional de design, isso só se aplica em algumas situações muito específicas. O sucesso na área pode acontecer com o uso de qualquer talento, afinal, há espaço para todos!

E você, já descobriu qual área de design é a sua cara? Se quiser tirar suas dúvidas sobre como se preparar melhor, dê uma conferida no material que preparamos pra você e comece a investir sem demora!

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